O presidente da Câmara de Vereadores de Putinga, Everton
Graffitti, e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Adriana
Polese, estiveram em Porto Alegre na quarta-feira, 10 de dezembro,
participando da mobilização estadual organizada pela FETAG-RS. O ato,
realizado em frente ao MAPA, MDA e Receita Federal, reuniu agricultores,
sindicatos, deputados e lideranças de diversas regiões do Estado.
Graffitti esteve no evento representando o
prefeito Juliano Moretto, reforçando o compromisso do município com a
defesa da agricultura familiar, setor que enfrenta um dos momentos mais
delicados dos últimos anos.
Setores do leite, trigo e arroz
vivem forte queda de preços
Mesmo com boas condições climáticas e expectativa
de safra cheia, os agricultores familiares convivem com queda significativa
nos preços pagos ao produtor, especialmente nos segmentos de leite,
trigo e arroz. A dificuldade de comercialização impede a recuperação
econômica das famílias e agrava o cenário de endividamento rural.
Segundo documento oficial da FETAG-RS, os impactos
se intensificam devido às fragilidades nas políticas públicas de apoio,
como o Seguro Rural e o Plano Safra, que apresentam baixa cobertura, recursos
insuficientes e morosidade na liberação de crédito.
Reivindicações apresentadas ao
governo federal
A mobilização busca pressionar por medidas
imediatas, entre elas:
• Leite: cotas para importação do Mercosul,
atualização do preço mínimo, revisão do Proagro e compra de leite pela CONAB
para regular o mercado.
• Trigo e arroz: atualização dos preços mínimos e compras públicas para
equilibrar oferta e demanda.
• Endividamento: aprovação do PL 5122/2023,
que cria linha especial de financiamento com juros reduzidos e prazos
ampliados.
• Seguro rural: liberação urgente dos recursos do Programa de Subvenção
ao Prêmio do Seguro Rural e ampliação da cobertura.
• Plano Safra 2025/2026: garantia de volume adequado de recursos para
custeio e investimento.
O presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva,
destacou que os anúncios feitos até agora pelo governo federal “não atendem à
urgência do momento”, reforçando a necessidade de respostas rápidas para
garantir renda e permanência das famílias no campo.